Leituras Complementares

sexta-feira, 25 de março de 2011

Violência contra a mulher é relacionada a comportamento machista



Durante um ano foram entrevistados 780 jovens entre 15 e 24 anos das comunidades de Bangu, Maré e Botafogo, no Rio de Janeiro. No trabalho também estava inserido o programa Hora H, que busca "mudar as percepções do jovem sobre o que é ser homem".

Foram realizadas entrevistas antes da implantação do programa e depois, e foi constatado que o "nível de machismo" dos jovens diminuiu. Antes da entrevista, por exemplo, 37,4 % dos jovens de Bangu e Maré disseram concordar total ou parcialmente que "existem momentos nos quais a mulher merece apanhar". No último pós-teste, esse número havia caído para 33 % dos entrevistados.

Além da violência contra a mulher, a pesquisa aponta a transmissão de doenças venéreas, acidentes de trânsito e mortes com arma de fogo como consequências diretas do machismo.

O diretor do Instituto Promundo, Gary Baker, diz que há meios de por fim a essa violência. "Nós saímos da pesquisa otimistas. É possível questionar e acabar com o machismo", concluiu. Para ele, reforçar mensagens de eqüidade entre os gêneros e dar destaque para modelos masculinos positivos são exemplos de medidas para acabar com o machismo.

rapper Rappin Hood trabalha com a conscientização de jovens da favela Jardim de Nilópolis, em São Paulo. Ele participou da entrevista coletiva de anúncio da pesquisa feita na semana passada na sede da Organização Pan-Americana da Saúde, em Brasília. Rappin Hood afirmou que o machismo está presente no cotidiano da favela, mas também no do país. "Eu fui criado numa sociedade machista. O homem brasileiro é machista. E a mulher brasileira aceita esse machismo", afirma.

Renilda

Amandine ou George?

Amandine Lucie Aurore Dupin, baronesa Dudevant, nasceu em Paris, França, no dia 1º de julho de 1804. Foi uma importante romancista francesa, a qual dizem ser a primeira mulher a viver integralmente de suas produções literárias. Escreveu pelo menos vinte peças teatrais e dezoito livros.

Amandine Dupin, em sua juventude
No entanto Amandine era conhecida como George Sand, seu pseudônimo travestido. É pelo menos, curioso notar que a intrigante sociedade francesa do século XIX, berço de importantíssimos escritores e pintores além de ser anfitriã do famoso lema: Liberté, égalité, fraternité (Liberdade, igualdade e fraternidade), permitiu que o machismo desenfreado e a supremacia masculina obrigassem a brilhante escritora a fantasiar-se de homem para poder ingressar na literatura. 
Destaco ainda que Amandine - ou George - como queiram, não encontrou disoluções para se tornar homem. Definitivamente, a frente de seu tempo ela quebrou muitos paradigmas, sendo a primeira a desafiar as covenções sociais usando roupas genuinamente masculinas e fumando charutos. Ultilizou-se deste fator para criticar e indagar a sociedade, tornando-se conhecida pelos casos tórridos que teve ao longo de sua vida. Em 1838, conheceu Frédéric Choupin, pianista polaco, considerado autalmente como um dos maiores compositores da história. E ao se relacionar amorosamente com ele, tornou mais paradoxal todo o conceito de machismo recaído sobre ela. Afinal de contas, ela era George Sand para todos. Isso significaria que estranhamente Choupin e George eram homossexuais. Os burburinhos da agitada sociedade boêmia francesa começaram a correr. E Choupin teve que carregar consigo, por toda a vida, olhares reprovadores. 

O estranho desfecho da história de Amandine a torna ainda mais admirável. A intolerância e a desigualdade daquela sociedade esnobe fizeram até mesmo Choupin ser recriminado, tudo porque uma mulher queria compartilhar suas ideias e trabalhar para ser independente. Como se nascer mulher fosse uma condenação perpétua à mudez e a inexpressão. Isso tudo sem levantar a questão da sexualidade, afinal, e se Choupin fosse mesmo gay?
Para se propor qualquer discussão contemporânea a respeito de machismo, ou mesmo, autoritarismo - conceitos intimamente ligados -  precisamos olhar para trás. Olhar para mulheres brilhantes que foram ofuscadas e esquecidas. Olhar para revolucionários e libertários que almejavam a igualdade social, tanto quanto, um poder estatal transparente e justo. E olhar, finalmente, para nós mesmos tentando compreender porque podemos ser tão ignorantes a cerca de coisas tão simples e claras.

Por Fabrício Dominguez

Se você quiser saber mais sobre Amandine Dupin, acesse: http://www.velhosamigos.com.br/Coletanea/coletanea22.html

terça-feira, 22 de março de 2011

Quando a vítima é mulher....


Pesquisa diz que 5 mulheres apanham a cada 2 minutos. A Fundação Perseu Abramo em parceria  com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredida s violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.

Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto  do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais
de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo    similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica.



“Os dados mostram que a violência contra a mulher não é  um problema privado, de casal. É social e exige políticas   públicas”, diz Gustavo Venturi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e supervisor da pesquisa.






Para chegar à estimativa de mais de duas mulheres agredidas  por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer   uma projeção nacional. Concluíram que 7,2 milhões de mulheres  com mais de 15 anos já sofreram agressões - 1,3 milhão nos   12 meses que antecederam a pesquisa.

A pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001  e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha.   “A lei é uma expressão da crescente consciência do problema  da violência contra as mulheres”, afirma Venturi.

Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam  a nova legislação. Mesmo entre os 11% que a criticam,  a principal ressalva é ao fato de que a lei é insuficiente.

 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Juan Plassaras

Quando a vítima é mulher : o que fazer?


Historia da farmaceutica Maria da Penha

A Lei que protege as mulheres contra a violência recebeu o nome de Maria daPenha em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes. Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário, enquanto dormia. Como seqüela, perdeu osmovimentos das pernas e se viu presa em uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, afirmando que o disparo havia sido cometido por um ladrão. (assista a segunda parte do documentário "Retrato de uma Lei")





Lei Maria da Penha


Conhecida como Lei Maria da Penha a lei número 11.340 decretada pelo
Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio
Lula da Silva em 7 de agosto de 2006; dentre as várias mudanças promovidas
pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher
quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.


Texto
"Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a
mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção
Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher
dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar
contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de
Execução Penal; e dá outras providências."





Ligue 180
A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço ofertado pela SPM
( Secretaria de Políticas para as Mulheres) com o objetivo de receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede e de orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços quando necessário. Além da importância de um serviço nacional e gratuito, que pode constituir uma importante porta de entrada na rede de atendimento para as mulheres em situação de violência.

Juan Plassaras

sexta-feira, 18 de março de 2011

Galeria Olido

A galeria Olido é um Centro Cultural , está localizada na Avenida São João 473, próximo do largo do Paissandu. A galeria oferece ao público, uma divesidade de espetáculos, cultura e lazer. A maioria dos espetáculos são gratuito, e os que não são, tem preços bem acessivel.Algumas das programações da agenda cultural Galeria Olido 

Galeria Olido traz o Samba Rock do Grooveria em shows gratuitos

17/03/11 - 19:00 - Galeria Olido – São Paulo/SP



E toda quinta é noite de Samba Rock na Galeria Olido. O projeto traz, sempre gratuitamente, apresentação de artistas ligados ao estilo. Ao longo do mês de março, a estrela é a banda Grooveria.
Com mais de dez anos de carreira, o Grooveria traz o melhor do samba rock com influências que vão de Earth Wind & Fire, Banda Black Rio e Incognito até Wilson Simonal, Elis Regina, Miles Davis, entre outros. A apresentação conta tanto com canções próprias da banda como de outros autores.
Os shows da Grooveria acontecem ainda nos dias 17, 24 e 31 de março, sempre às 19h. Não é preciso retirar ingresso com antecedência. A Galeria Olido fica na Avenida São João, 473 – República. Para mais informações acesse a página da Galeria Olido ou ligue para  (11) 3331-8399.

Após 68 anos, Cine Belas Artes fecha as portas em SP

Administração do cinema diz que negociação com proprietário foi encerrada.
Programação especial está prevista para este último dia de funcionamento.

SÃO PAULO - Na noite desta quinta-feira (17), o cinema paulistano Cine belas Artes, localizado na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, faz sua última exibição. Famoso por exibir filmes clássicos, o cinema figurou como um dos mais tradicionais da cidade e funcionava desde 1943.

O fechamento do espaço foi adiado várias vezes, culminando com o encerramento do patrocínio pelo HSBC e com o pedido do aumento do aluguel pelo proprietário do prédio.

Mesmo após atos organizados pela população contra o fechamento e a firmação de novo patrocínio, o que fez com que fosse oferecida uma oferta de aluguel maior do que a paga, o proprietário recusou a proposta e decidiu não renovar o contrato de locação. O proprietário aguarda decisão do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp) sobre o tombamento do prédio, o que fará com que até que essa decisão saia o espaço não seja alugado.

O cinema exibe hoje uma sessão de despedida com seis clássicos para homenagear o ciclo de 68 anos.

Segundo a gerente dos Bela Artes, Deise Perin, 29, o clima entre os funcionários é de profunda tristeza devido ao fechamento. "Estamos todos muitos abalados, pois não é só o emprego que se vai, mas a oportunidade de trabalhar num lugar que amamos", conta.

Deise conta que a equipe ainda tinha uma esperança de que o encerramento das atividades do cinema não acontecesse e que as manifestações organizadas pelas pessoas serviram de motivação. "Foi isso que nos motivou até agora, perceber que as pessoas se importam com essa situação", afirma.

Foi organizada pela rede social Facebook, uma manifestação para essa noite, em frente ao cinema.

Ilu Oba de Min : mulheres que tocam tambores.




Elas saem hoje a noite pelas ruas do centro da cidade. Ha mais de 20 anos o grupo, que se tornou uma ONG, vem desenvolvendo suas pesquisa que tem por base a cultura africana e afro-brasileira. E nele, sao as mulheres que dao a nota.

Isso mesmo, pra tocar no grupo, so sendo mulher. E olha que elas tocam e muito! Sem contar no cortejo e no corpo de baile, belissimo, com direito ate mesmo a orixas em perna de pau.

Este ano o tema eh Candance, rainhas guerreiras do sul do Egito que viviam numa sociedade matriarcal. Girl power na veia !

Va dançar com Iansa, com Oxum e Iemanja. Tudo bem, tem os orixas masculinos tambem, senao a farra nao seria completa.

O bloco

Va ! Eh de graça ! Eh bonito demais !

Axe guerreiras !

(juan ....que é fan delas>..)