1- Exibição do documentário "Mulheres Invisíveis", da Sempreviva Organização Feminista.
2- Leitura e debate dos textos de apoio:
Carta aberta para Sandy
Presidente ou Presidenta?
Humilhadas e ofendidas: o rodeio de Araraquara
Terra de Cegos (machismo no Islã)
Estatísticas
Persepolis, de Marjane Sartrapi
Mulheres alteradas, de Maitena:
3- Lanche
4- Apreciação e reflexão sobre as obras
5- Trabalho criativo em Canson
Tema dos próximos encontros: ALIENAÇÃO POLÍTICA
por Felipe Fontes
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domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Pérolas da música brasileira !!!!
"Dinheiro não há"
de Ernâni Alvarenga
"Lá vem ela chorando
O que que ela quer?
Pancada não é já dei
Mulher da orgia quando começa a chorar
Quer dinheiro, dinheiro não há
Carinhos eu tenho demais pra vender e pra dar
Pancada também não pode faltar
Mas dinheiro, isso não dou a mulher
Faço descer à terra o céu e as estrelas se ela quiser
Mas dinheiro não há..."
"Lá vem ela, chorando
O que que ela quer?
Pancada não é, já dei"
............................................
Samba de terreiro
Anónimo
"Vai fingida
Pois foi você que arruinou
A minha vida (vai fingida) (bis)
Eu lhe dei casa e comida
Você disse prá outras nêgas
Que eu lhe dava boa vida (bis)
Mulher que trai o homem
Merece parar na "colônia"
Cabeça raspada e orelha cortada (refrão)
Prá tomar vergonha...."
............................................
"Amor de malandro" (1930)
De Francisco Alves e Ismael Silva:
"Vem, vem
Que eu dou tudo a você
Menos vaidade
Tenho vontade
Mas é que não pode ser
O amor é o do malandro
Oh! Meu bem
Melhor do que ele ninguém
Se ele te bate
É porque gosta de ti
Pois bater-se em quem não se gosta
eu nunca vi"
sexta-feira, 25 de março de 2011
Amandine ou George?
Amandine Lucie Aurore Dupin, baronesa Dudevant, nasceu em Paris, França, no dia 1º de julho de 1804. Foi uma importante romancista francesa, a qual dizem ser a primeira mulher a viver integralmente de suas produções literárias. Escreveu pelo menos vinte peças teatrais e dezoito livros.
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| Amandine Dupin, em sua juventude |
No entanto Amandine era conhecida como George Sand, seu pseudônimo travestido. É pelo menos, curioso notar que a intrigante sociedade francesa do século XIX, berço de importantíssimos escritores e pintores além de ser anfitriã do famoso lema: Liberté, égalité, fraternité (Liberdade, igualdade e fraternidade), permitiu que o machismo desenfreado e a supremacia masculina obrigassem a brilhante escritora a fantasiar-se de homem para poder ingressar na literatura.
Destaco ainda que Amandine - ou George - como queiram, não encontrou disoluções para se tornar homem. Definitivamente, a frente de seu tempo ela quebrou muitos paradigmas, sendo a primeira a desafiar as covenções sociais usando roupas genuinamente masculinas e fumando charutos. Ultilizou-se deste fator para criticar e indagar a sociedade, tornando-se conhecida pelos casos tórridos que teve ao longo de sua vida. Em 1838, conheceu Frédéric Choupin, pianista polaco, considerado autalmente como um dos maiores compositores da história. E ao se relacionar amorosamente com ele, tornou mais paradoxal todo o conceito de machismo recaído sobre ela. Afinal de contas, ela era George Sand para todos. Isso significaria que estranhamente Choupin e George eram homossexuais. Os burburinhos da agitada sociedade boêmia francesa começaram a correr. E Choupin teve que carregar consigo, por toda a vida, olhares reprovadores.
O estranho desfecho da história de Amandine a torna ainda mais admirável. A intolerância e a desigualdade daquela sociedade esnobe fizeram até mesmo Choupin ser recriminado, tudo porque uma mulher queria compartilhar suas ideias e trabalhar para ser independente. Como se nascer mulher fosse uma condenação perpétua à mudez e a inexpressão. Isso tudo sem levantar a questão da sexualidade, afinal, e se Choupin fosse mesmo gay?
O estranho desfecho da história de Amandine a torna ainda mais admirável. A intolerância e a desigualdade daquela sociedade esnobe fizeram até mesmo Choupin ser recriminado, tudo porque uma mulher queria compartilhar suas ideias e trabalhar para ser independente. Como se nascer mulher fosse uma condenação perpétua à mudez e a inexpressão. Isso tudo sem levantar a questão da sexualidade, afinal, e se Choupin fosse mesmo gay?
Para se propor qualquer discussão contemporânea a respeito de machismo, ou mesmo, autoritarismo - conceitos intimamente ligados - precisamos olhar para trás. Olhar para mulheres brilhantes que foram ofuscadas e esquecidas. Olhar para revolucionários e libertários que almejavam a igualdade social, tanto quanto, um poder estatal transparente e justo. E olhar, finalmente, para nós mesmos tentando compreender porque podemos ser tão ignorantes a cerca de coisas tão simples e claras.
Por Fabrício Dominguez
Se você quiser saber mais sobre Amandine Dupin, acesse: http://www.velhosamigos.com.br/Coletanea/coletanea22.html
terça-feira, 22 de março de 2011
Quando a vítima é mulher....
Pesquisa diz que 5 mulheres apanham a cada 2 minutos. A Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredida s violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.
Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais
de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica.
“Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas”, diz Gustavo Venturi, professor da Universidade de São Paulo (USP) e supervisor da pesquisa.
Para chegar à estimativa de mais de duas mulheres agredidas por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer uma projeção nacional. Concluíram que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões - 1,3 milhão nos 12 meses que antecederam a pesquisa.
A pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha. “A lei é uma expressão da crescente consciência do problema da violência contra as mulheres”, afirma Venturi.
Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam a nova legislação. Mesmo entre os 11% que a criticam, a principal ressalva é ao fato de que a lei é insuficiente.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Juan Plassaras
Quando a vítima é mulher : o que fazer?
Historia da farmaceutica Maria da Penha
A Lei que protege as mulheres contra a violência recebeu o nome de Maria daPenha em homenagem à farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes. Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário, enquanto dormia. Como seqüela, perdeu osmovimentos das pernas e se viu presa em uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, afirmando que o disparo havia sido cometido por um ladrão. (assista a segunda parte do documentário "Retrato de uma Lei")
Lei Maria da Penha
Conhecida como Lei Maria da Penha a lei número 11.340 decretada pelo
Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio
Lula da Silva em 7 de agosto de 2006; dentre as várias mudanças promovidas
pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher
quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.
Texto
"Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a
mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a
Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção
Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher
dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar
contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de
Execução Penal; e dá outras providências."
Ligue 180
A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço ofertado pela SPM
( Secretaria de Políticas para as Mulheres) com o objetivo de receber denúncias ou relatos de violência, reclamações sobre os serviços da rede e de orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços quando necessário. Além da importância de um serviço nacional e gratuito, que pode constituir uma importante porta de entrada na rede de atendimento para as mulheres em situação de violência.
Juan Plassaras
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